Quem somos

Última Atualização: Segunda, 19 Dezembro 2016 Produção

O Programa de Pós-Graduação em Ecologia do INPA foi criado em 1976 e tem como foco principal a formação de recursos humanos bem qualificados e com sólida experiência prática em pesquisa científica em ecologia de ambientes tropicais, que possam contribuir para o conhecimento da biodiversidade e o desenvolvimento sustentável da Amazônia. 

Na Amazônia Ocidental existem apenas 17 programas de pós-graduação, nove deles no INPA, incluindo os únicos três de alto nível da região (nota ≥5 na avaliação da CAPES). O PPG-Ecologia é o único de nível 6 da CAPES na região, classificação obtida para o quadriênio 2013-2016. 

O PPG tem 37 docentes, entre permanentes e colaboradores, e 46% são bolsistas de produtividade do CNPq, entre eles 5 dos 7 bolsistas nível 1A do INPA, que são também 100% dos bolsistas 1A da Amazônia Ocidental.  Uma das prioridades do PPG-Ecologia é promover a fixação de recursos humanos para pesquisa e gestão ambiental na Amazônia. Enquanto 70% de seus egressos desde sua fundação, em 1976, vieram de fora da Amazônia, até 2008 72% permaneceram atuando na Amazônia após sua titulação.  

Origem (esquerda) e destino (direita) de egressos de mestrado e doutorado do PPG-Ecologia-INPA de 1976 a 2008. VERDE = Amazônia brasileira; VERMELHO = outras regiões do Brasil; AZUL = outros países; AMARELO = destino desconhecido.

Egressos do INPA atuam em mais de 30 entidades, entre universidades federais e estaduais, institutos de pesquisa, órgãos de gestão ambiental e organizações do terceiro setor no Amazonas, Pará, Mato Grosso, Amapá, Acre, Maranhão, em Roraima e Rondônia.

O PPG-Ecologia também busca contribuir para o fortalecimento de núcleos regionais de ensino e pesquisa, por meio da colaboração com outros programas de pós-graduação. Nos últimos anos foram desenvolvidos projetos de colaboração com programas de pós-graduação da UFMT, UNIFAP, UFAC e UFRR, 

Desde 1976 até 2015 o PPG-Ecologia formou 358 mestres e 99 doutores. 

O tempo de titulação de mestrado e doutorado tendeu a se estabilizar por volta dos 30 e 50 meses, respectivamente, desde 1999, quando foram adotados prazos mais rígidos para titulação.

 

Evolução do tempo de titulação no mestrado e doutorado do PPG-Ecologia-INPA de 1977 a 2011

Os estudos desenvolvidos no PPG-Ecologia contribuem para a criação de cadeias de conhecimento na Amazônia. Os projetos de mestrado e doutorado abordam a distribuição, evolução e zoneamento da biodiversidade, ecologia de populações e comunidades de plantas e animais, o funcionamento de ciclos biogeoquímicos, fluxo de carbono, serviços ambientais e a capacidade de carga dos ecossistemas. Também abordam a relação entre o homem e o meio amazônico, incluindo as causas e efeitos do desmatamento, de queimadas, da fragmentação florestal, do impacto de grandes empreendimentos, de derramamentos de petróleo. Também abordam meios de uso sustentável dos recursos naturais da região e os efeitos do manejo florestal sobre flora e fauna, e os fatores que afetam a regeneração natural da floresta.

O PPG estimula seus alunos a publicar sua pesquisa em revistas científicas de qualidade. Veja abaixo a evolução da proporção de artigos científicos com participação de discentes e egressos em revistas indexadas no SCI.

Artigos científicos em revistas SCI com (disc/egr e DP/DC+disc/egr) e sem (DP) participação de discentes e egressos do PPG-Ecologia-INPA de 2004 a 2011. Disc=discentes; egr=egressos; DP=docentes permanentes; DC=docentes colaboradores.

O PPG-Ecologia quer formar ecólogos que sejam capazes não somente de entender as interações entre os seres vivos e os fatores que afetam a sua distribuição e abundância, mas também de integrar este conhecimento no funcionamento de sistemas em escala regional e de identificar alternativas e soluções para as diferentes formas de impacto antrópico sobre as populações (humanas inclusive), comunidades e ecossistemas amazônicos. No decorrer do tempo, a ênfase dos trabalhos do PPG-Ecologia foi se deslocando do conhecimento básico dos ecossistemas amazônicos para o seu manejo racional e os impactos das diversas formas de intervenção humana.

Apoio e Colaboração